Comecei a sonhar em ser jornalista e escritor quando eu tinha uns 9 anos de idade, no máximo. Era vidrado em Clark Kent e Peter Parker. Na adolescência, motivei-me com Hunter S. Thompson, Gay Talese, Transmetropolitan e com os então belíssimos textos da Playboy brasileira. Entrei na profissão cedo, lá pelos 18 anos de idade. Alcancei o sonho de trabalhar na Playboy, passei por Vejinha, pelo Estadão e virei editor da Veja, onde estou, e numa área que sempre me fascinou, cobrindo as maravilhas da Ciência e da Tecnologia. Também consegui ser escritor, com dois livros. O último, O Clique de 1 Bilhão de Dólares, sobre a história do Instagram, chegou a aparecer nas listas de mais vendidos de não-ficção do país.

Uhu! Mas tudo isso aconteceu em paralelo à tomada do mundo por Facebook, Instagram, Twitter, iPhones e outros “ai”AlgumaCoisa. As profissões românticas com as quais sonhei e sonho entraram em crise, eu entrei em crise, virou o Apocalipse da vida, e agora compartilho aqui neste blog como me reformulo e formulo diante de tantas crises. Sem deixar de me dedicar aos antigos ofícios do jornalismo e da escrita. Não, não quero ser digital influencer. Por esse blog ser sobre esse caminho, chamo-o de A Balada do Fi.