Reflexão sobre o homo digitalis

“Tia Tutu, não tem iPad, não tem aguinha. Não tem nada. E agora?” Amelie nasceu em um mundo de luz azul. Ao 1 ano e 2 meses de idade, pela primeira vez via o apagar. Chovera. Caiu a Luz. O iPad, sem bateria, e não rolava tirar água gelada do filtro. É de uma geração … Continue lendo Reflexão sobre o homo digitalis

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Minha ode ao Coringa: não é sobre direita, nem sobre esquerda, mas sobre querer tocar fogo em tudo

Há um desentendimento em relação ao Coringa. Seria ele de direita, de esquerda? Fruto de extremismos? O vingador psicótico de uma sociedade violentada (e abandonada) pelo capitalismo? Estaria sendo só exageradamente usado para salientar um discurso de vitimismo? Teria origem nas ilusões da esquerda com o que poderia ser visto como a loucura de algo … Continue lendo Minha ode ao Coringa: não é sobre direita, nem sobre esquerda, mas sobre querer tocar fogo em tudo

O caso da festa da diversidade menos diversa possível

Peguei-me encarando um quadro que retratava uma mulher queniana, negra. Feito por uma pintora brasileira, branca. Os traços realistas eram impressionantes. Apesar da arte, em si, parecer daquelas que você já viu em tantos lugares. Em tantas galerias de paredes brancas. De canto de ouvido passou uma crítica àquilo: “Como pode uma branca pintar uma … Continue lendo O caso da festa da diversidade menos diversa possível

O caso da mãe que achou no Facebook o filho perdido

(Conto fictício livremente inspirado em fatos reais) Ninguém parecia prestar atenção na curiosa história que se desenrolava no televisor daquele botequim de beira de estrada. Mesmo em lugar tão afastado, todos não tiravam o olhar das telas de seus celulares. Era por volta de uma da tarde e passava o noticiário do pós-almoço. Portanto, a … Continue lendo O caso da mãe que achou no Facebook o filho perdido

Testemunha ocular do horror

Quando era criança, lá pelos 10 anos de idade, recordo que era comum alguns adultos me falarem, quando compartilhava com eles o sonho de ser jornalista: você será uma “testemunha ocular da história”. A referência – até alguns desses adultos não sabiam; nem eu, naqueles tempos – era o clássico Repórter Esso, programa jornalístico de … Continue lendo Testemunha ocular do horror

Roda Viva (Oficina), de Chico Buarque e Zé Celso: nem precisou atualizar muito o texto de 68. O Brasil continua a mesma República de Bananas, nas quais se tem de lutar contra os mesmos canalhas de sempre. Tálkey?

Enquanto assistia à reencenação de Roda Viva, a simbólica peça de Chico Buarque, no Teatro Oficina, não saía uma memória de minha mente. De uma conversa que tive com a inteligente e corajosa mãe de um grande amigo, durante uma viagem a uma praia paradisíaca do Rio. Falávamos de política, assunto no qual costumam cair … Continue lendo Roda Viva (Oficina), de Chico Buarque e Zé Celso: nem precisou atualizar muito o texto de 68. O Brasil continua a mesma República de Bananas, nas quais se tem de lutar contra os mesmos canalhas de sempre. Tálkey?

Quando a gente falava com os animais, havia paz

Vi o Paraíso na natureza. Não foi inédito tal vislumbre. Mas diante da magnitude de cânions, dos rios gelados e de pedras que cortavam a pele a cada novo passo, em aviso de que tudo é vivo e sangra, desta vez chorei em solidão. Chorei pela minha pisada nesta Terra. Pelas árvores que caíram para … Continue lendo Quando a gente falava com os animais, havia paz